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Podcast sempre foi uma paixão: criei um do zero no Estadão, com furo na estreia

Ser host, editor e roteirista pode ser útil quando você tem uma ideia e pouca gente pra executar

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Bobby Berk, Tan France, Antoni Porowski, Jonathan Van Ness e Karamo Brown, elenco do reality 'Queer Eye', em imagem que ilustra publicação sobre o podcast do Estadão que criei do zero | Foto: Divulgação/Netflix

Bobby Berk, Tan France, Antoni Porowski, Jonathan Van Ness e Karamo Brown, elenco do reality ‘Queer Eye’ | Foto: Divulgação/Netflix

Perceber que sua empresa não tá fazendo algo que tem demanda e transformar isso numa oportunidade nem sempre é fácil. Tem de estar de olho em tendência, reparar o que o público tem pedido e alinhar expectativas com a chefia. Eu fiz isso. Criei do zero um podcast no Estadão e comecei com furo.

Em 2019, notei que o interesse por podcasts vinha crescendo fortemente no Brasil. O Estadão mesmo foi pioneiro no país com o programa de análises ‘Estadão Notícias’ — hoje extinto. Vi um espaço.

Não tinha nenhum podcast no Estadão sobre entretenimento e o streaming tava bomando! Pesquisas internas do jornal indicavam o gosto dos assinantes por esse nicho. Maluco por séries que sou, resolvi propôr a ideia. Elaborei o projeto do zero.

Foram várias as estâncias de convencimento até ter o sinal verde, mas o custo era elevado. Na época, eu era social media do jornal, então precisaria encaixar o podcast na rotina. E não foi pouco:

Os roteiros nasciam em conjunto com os colegas Clara Rellstab e Leandro Nunes. A maior parte da edição ficava por minha conta, com contribuições da Clara e masterização da Rádio Eldorado — responsável por podcast do Estadão na época.

Fala logo do furo, cara!

Já no primeiro episódio eu descobri que o sucesso do reality show Queer Eye, em revival da Netflix, seria expandido pro Brasil. Uma temporada seria gravada por aqui e ninguém sabia disso até então! Foi um hit no Twitter.

Se não fosse suficiente, a participante especial com uma dica pessoal de série para os ouvintes era ninguém mais, ninguém menos, que Pabllo Vittar.

Produzimos 15 episódios que podem ser ouvidos na maioria dos players de podcast. Aqui, o meu preferido.

Vale contar que já no 5º episódio as medidas de contenção da Covid-19 estavam em vigor e, a partir daí, todos os programas passaram a ser gravados fora do estúdio. Esse episódio, inclusive, trazia opções de maratonas de séries brasileiras para incentivar quem podia a manter o isolamento social.

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